domingo, 5 de julho de 2015

Perdendo o voo para o BraZil...



Você não leu errado, é isso mesmo, eu perdi o voo para o Brazil. Era pra eu estar em território brasileiro há um tempo atrás contando todas as histórias e momentos de vida que passei por aqui. Mas como é possível perder o avião de volta? Não é difícil quando você sabe que a sua "missão" pode ocasionar outra nova "missão". Explicarei.

Viver do outro lado do mundo... às vezes essa simples frase surge na minha cabeça e até hoje é difícil imaginar como isso aconteceu e como apesar de TODAS as dificuldades eu ainda estou aqui escrevendo, mais vivo do que nunca, mais ser humano do que nunca, com mais sonhos do que nunca!

Sim, como informado no meu artigo do sétimo mês (link) eu fui além das minhas expectativas, fui além dos objetivos previamente propostos por mim mesmo, ou seja, eu posso muito mais do que eu mesmo acho que eu posso, então por quê não ir além?

Eu poderia muito bem voltar para o Brasil no tempo proposto pelo meu segundo planejamento (pois o primeiro já havia sido sobreposto) que estaria super feliz e realizado porém, a vontade em descobrir o quanto eu posso ir além falou mais alto e me fez despertar um dos melhores sentimentos: de estar vivo!!

Não é de hoje que essa sensação de viajar, descobrir novas culturas, me tornar cada vez mais completo aprendendo a viver em novas terras, caminhos e afins me cativa. O inglês é SIM EXTREMAMENTE importante! Mas ele não é nada se você ficar no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas de sempre, sem poder dividir a sua cultura e conhecer outra... tente descobrir países e povos que são desconhecidos para você e no final você vai me entender (a imagem abaixo diz tudo).


Você pode estar achando que nada disso que eu falei até agora possui qualquer relação com eu ter perdido o voo para o Brasil, certo? Super ERRADO! Na verdade esse é o principal motivo!

Com certeza eu vivi e continuo vivendo intensamente por aqui, a Austrália já está incorporada não só no meu coração como também na minha alma, no meu estilo (brega de ser) e também nas minhas atitudes (somente as atitudes positivas) mas por todo tempo eu estava focado a estudar, trabalhar e descobrir um pouco mais sobre o país e a cidade na qual eu vivo em um limitado período de tempo, eu precisava de mais tempo para descobrir mais sobre esse mundo.

Enfim, assim como meu último curso o meu visto de estudante por aqui também chegou ao fim e a vontade de desbravar novos territórios aumentou consideravelmente. Seria um desperdício não viajar para outra cidade na Austrália ou fazer um mochilão pela Ásia (que está perto e eu não sofreria do famoso jet lag).

Como eu disse no artigo sobre renovação de visto (link) os brasileiros que estão com o visto de estudante na Austrália possuem algumas opções e naquela época eu já sabia qual seria a minha e não titubiei em aplicar para o tão adorável visto de TURISTA (conto mais em outro artigo como aplicar, é bem simples por sinal).

Após receber o meu novo visto por e-mail pude perceber que a jornada estava começando mais uma vez e a vontade de ajudar as pessoas aumentando, acho que não preciso dizer que ações voluntárias fizeram parte do novo começo (que acredito fortemente que não terá data final).



Não há como negar.... eu fiquei pelo menos 2 horas olhando para minha passagem de volta para o Brasil e pensando em tudo que tenho por lá! Não digo coisas materiais (pois isso é exatamente o que eu NÃO sinto falta nenhuma) mas sim sentimentos, sensações, cheiros característicos, emoções que em lugar nenhum no mundo eu vou ter... e o que falar das pessoas? Família, amigos e todos que me passam uma energia que atravessa o mundo inteiro e chega aqui na Austrália com uma força que eu nunca conseguirei descrever e que sempre vai me emocionar....

Pois é, foi difícil fazer essa escolha sendo que uma opção fácil e cômoda estava pronta para me receber. Mas eu não gosto das coisas fáceis e sempre estou procurando um desafio... Seja profissional, pessoal, familiar, relacionamentos ou até mesmo um roomate que ronca alto hahaha.

Os dias depois que eu "perdi" meu voo foram de intensa e profunda reflexão. Fiquei um tanto quanto homesick mas essa sensação passou após começar as trips diferentes por aqui (fiz coisas bem diferentes e não estou relatando tudo pois o tempo ficou mais curto para escrever, estou aproveitando cada minuto e guardando cada imagem, sensação e sentimento em minha mente pois após um período as fotos não significam tanto quanto o que você realmente vivenciou). 

Mas é claro que viagens e eventos por aqui não são o suficiente, eu quero sempre mais. Por essa vontade de conhecer o desconhecido e ser mais um viajante apaixonado por novas culturas esse ser aqui está indo em breve para a Ásia realizar mais um mochilão (que pretendo relatar com detalhes!). Diferente do primeiro esse não será milimetricamente planejado, será mais na base do coração e por que não feeling.

Resumindo e explicando o título do artigo: perder muitas vezes na vida é necessário para que novos projetos sejam lançados com mais ambição e com mais sabedoria. Isso não quer dizer que você seja um perdedor, precisamos perder para enxergar a realidade e a vida em si para que em seguida possamos traçar novas rotas, novos rumos e sermos mais experientes, mais sábios e principalmente mais felizes. Não, não se acostume com a perda, aprenda com ela e seja cada vez mais assertivo e não esqueça que mudanças fazem parte da vida.


"Willing to discover the world!"
Filipe Guerrero Analista de Projetos/Processos

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